Archive for setembro, 2009

O que você prefere: ter mais tempo ou mais dinheiro? Que tal ter os dois?

Mais tempo - Mais dinheiro

Administrar melhor a vida e ter um futuro equilibrado é o sonho de todas as pessoas. Confira o bate-papo exclusivo com Christian Barbosa e Gustavo Cerbasi, autores do novo best-seller Mais Tempo, Mais Dinheiro.

30 de setembro de 2009

Por Fábio Bandeira de Mello

Muitas pessoas trabalham incansavelmente sem descobrir o que é mais importante: ter mais tempo ou mais dinheiro? O fato é que a maior parte das pessoas passa a vida inteira sem alcançar, satisfatoriamente, esses dois recursos.
Christian Barbosa, o maior expert brasileiro em gestão do tempo e produtividade, e Gustavo Cerbasi, o principal especialista em finanças pessoais do país, explicam no livro “Mais Tempo, Mais Dinheiro – Estratégias para uma Vida Mais Equilibrada” como tornar a vida mais rica em finanças para viabilizar sonhos e momentos para poder desfrutá-los. Veja a seguir a entrevista completa, exclusiva para o www.administradores.com.br, com os dois autores, e aproveite as dicas para tornar a sua vida mais próspera – em todos os sentidos.
Administradores: A premissa popular “tempo é dinheiro” é válida?
Christian Barbosa: NÃO! Tempo é mais que dinheiro, é vida, é um recurso que nunca mais volta. Dinheiro volta, saúde volta, sogra volta. Mas tempo perdido é tempo de vida que foi desperdiçado e totalmente inutilizado. Por isso precisamos urgentemente aprender e administrar nosso tempo.
Gustavo Cerbasi: Tempo e dinheiro são duas riquezas bastante distintas que se complementam. Quem não tem tempo, gasta mais dinheiro com urgências e conveniências. Quem tem mais tempo, adquire o que quer com mais criatividade e pesquisa, gastando menos.
Porém, não basta ter tempo para gastar menos dinheiro. É a sabedoria que dedicamos ao uso de nosso tempo e de nosso dinheiro que determinam o quão ricos somos. Por isso, a relação ideal entre as duas riquezas envolve planejar-se para ter muito dinheiro, e também para ter muito tempo para aproveitá-lo.
Administradores: Falando em gestão do tempo, qual o segredo para não se tornar escravo da agenda?
Christian: Aprender um método de gestão de tempo que ajude você a ter flexibilidade, espontaneidade e liberdade para fazer as coisas realmente importantes. Isso significa que o método é o mais importante e não a ferramenta. Você pode usar um Neotriad ou um caderno, ambos podem ser extremamente úteis se você tiver um modelo de uso eficiente. Resumindo, isso significa que não adianta planejar o dia todo, lotar a agenda. Precisamos aprender a mensurar nossas atividades e criar um planejamento que ajude a manter um bom ritmo de vida.
Administradores: Qualquer pessoa pode alcançar sua independência financeira ou isso é privilégio de poucos?
Gustavo: Sem dúvida, desde que tome as providências adequadas, com disciplina e simplicidade. Independência financeira não é questão de sorte ou de oportunidades dadas pela vida, mas sim de poupar algo em torno de 10% de nossa renda durante toda a carreira – repito: toda a carreira –, mantendo um padrão de vida compatível com os 90% restantes. Para evitar que incidentes destruam nossos planos de longo prazo, esses 90% deveriam incluir também a contratação de proteções, como seguros e formação de reservas financeiras para lidar com emergências.
Administradores: No geral, pessoas com dinheiro não conseguem desfrutar do que ganham devido à falta de tempo, e outras, com tempo de sobra, não têm dinheiro para gastar. Como buscar esse meio termo?
Christian: É preciso aprender a administrar ambas as riquezas, de forma integrada e sinérgica. A partir do momento que você começa a adotar em seu dia-a-dia, um método estruturado para organizar seu tempo e suas finanças, você começa a ter resultados no curto e médio prazo em ambos os recursos. O objetivo é que você “aprenda a aprender” como fazer um bom uso de tempo e dinheiro, de forma a colocar você no ciclo da prosperidade.
Gustavo: A busca do equilíbrio é o que nós chamamos, no livro, de construção do ciclo da prosperidade. É uma idéia simples, mas eu e o Christian conversamos durante quatro anos para traduzirmos nossas conclusões para o papel. Trata-se de esforçar-se para disponibilizar mais tempo, porém sem objetivar simplesmente “curtir” esse tempo.
Ao abrir mão do desfrute e dedicar esse tempo, por exemplo, ao planejamento financeiro, a pessoa passa a dispor de mais dinheiro. O ideal é que o dinheiro disponível não seja consumido com vontades, mas sim investido em estratégias e maneiras de dar sustentabilidade à maior disponibilidade de tempo e dinheiro. Uma forma de se conseguir isso é investindo na carreira, fortalecendo o currículo, aumentando a empregabilidade e fortalecendo sua independência profissional.
Essa conquista será um grande passo dado para a pessoa ter mais domínio de seu destino, viabilizando mais condições de administrar melhor seu tempo e dinheiro. Uma coisa puxa a outra, e em pouco tempo, com disciplina e persistência, a pessoa estará realmente desfrutando de tempo e dinheiro para suprir suas vontades.
Administradores: Por que é tão difícil conseguir identificar com clareza o que é prioritário e o que é importante em médio e longo prazo?
Gustavo: Não é uma reflexão simples. Devemos levar em consideração que, no Brasil, todos estamos prosperando e conquistando posições sociais melhores do que as que nossos pais tiveram. Queremos desfrutar dessa conquista, dar a nossos filhos o que não tivemos na infância.
Some-se a esse sentimento nossa dificuldade de planejar o longo prazo, o que nos leva ao sentimento de que todas as nossas conquistas são efêmeras, de que temos que “curtir o momento, pois ele pode não durar muito”. Sob essa visão, somos subconscientemente impulsionados a dar grande valor ao momento presente. Sofremos cotidianamente de excesso de sugestões.
Se nos falta dinheiro para realizar todas as nossas vontades, tendemos a abrir mão do que não é urgente (ou seja, a necessidade do futuro). Pior: como a maioria das pessoas faz isso e acaba fracassando no futuro, mas é resgatado pelos filhos, construiu-se uma regra social de que a vida é assim, dando conforto àqueles que não planejam seu futuro. Com isso, geração após geração, desperdiçamos o grande potencial de enriquecimento de nossa sociedade.
Administradores: Que dicas você daria para as pessoas utilizarem com mais inteligência o seu tempo?
Christian:
• Anotar suas demandas: Pois é impossível planejar aquilo que não consegue se ver claramente. Tire tudo da cabeça e escreva tudo que deve ser feito.
• Super alocar a segunda-feira: Uma segunda-feira mal planejada é a chave para estragar toda sua semana. Se você perder o controle das suas atividades na segunda e não recuperar na terça, dificilmente conseguirá manter o planejamento da semana.
• Não planeje o dia – O dia não deve ser planejado, deve ser priorizado! O planejamento é antecedência e isso significa que você deve planejar um mínimo de três dias à frente, caso contrário será quase impossível reduzir as urgências que você poderia prever.
• No Work By Mail – Quem paga seu salário não é o seu servidor de e-mail, logo não trabalhe para o e-mail! Trabalhe com prioridades que são definidas pela manhã e que podem chegar via e-mail nos horários em que você abrir seu correio eletrônico. É um grande erro ficar com e-mail aberto e sair fazendo tudo àquilo que chega.
• Não use o calendário para anotar tarefas. Seu dia possui tarefas e compromissos. Tarefas tem um dia específico para serem executadas, mas não tem um horário pré-determinado. Já os compromissos ficam na agenda, tem hora de início e término. Calendário não foi feito para agendar atividades ao longo do dia, além de deixar sua agenda mais inflexível é péssimo para realocar atividades no caso de furos.
Administradores: O que alguém que trabalha entre 10 a 12 horas por dia – e ganha pouco – deve fazer para ter mais tempo e mais dinheiro?
Christian: Descobrir se o que ele faz é realmente importante na vida dele e com isso, identificar se vale a pena continuar (fazendo ajustes para ter mais equilíbrio) ou se é o momento de buscar outras oportunidades na vida.
Muitas vezes entramos em uma perigosa zona de conforto e ficamos anos, na mesma situação, com os mesmos ganhos e com o mesmo tempo livre e isso só mantém você no ciclo da frustração ou da sobrevivência. Temos de saber o momento certo de parar com coisas que não estão trazendo resultados e investir em outras alternativas.
Gustavo: A pessoa deve parar de administrar pobreza. Nada de se conformar com o que ganha e tentar fazer poupança a partir de migalhas. O certo é ignorar a formação de poupança por alguns meses, talvez anos, visando investir fortemente em sua qualificação e no diferencial de seu currículo.
Vale fazer horas extras, dormir pouco e até trabalhar de graça, desde que haja propósito nessas escolhas, criando oportunidades de crescimento. Para quem poupa, não é nenhum pecado consumir todas as reservas para cursar um MBA ou um curso técnico, por exemplo. É garantindo solidez na carreira e boa empregabilidade que teremos reunido as condições para que nossos planos de longo prazo funcionem.
Repito: o erro de muitos está em querer desfrutar precocemente de suas conquistas, quando o ideal seria postergar esse desfrute por algum tempo, para que ele seja para sempre.

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Seja CEO da sua carreira e, depois, da empresa dos seus sonhos

28 de setembro de 2009

Por Carlos Cruz

Por isso, o jovem inicia sua carreira com o olhar direcionado para os altos cargos. Dentre eles, o posto de CEO (Chief Executive Officer ou, em português, Diretor Executivo) é o mais desejado. Ao contrário do que muitos pensam as competências e talentos necessários para ocupar um cargo como esses podem ser executados em qualquer etapa da carreira. Na verdade, quanto mais cedo se põe em prática, mais chances o jovem terá de realizar o sonho de um dia assumir a liderança de uma empresa.
Na verdade, poucos sabem o que faz um CEO e alguns até se questionam se ele é uma espécie de “Super Homem” dentro das organizações. Será que é? A resposta é simples: não. Esse profissional é reconhecido por sua capacidade de realização e transformação. Suas competências fazem com que ele consiga trazer melhores resultados para a empresa, tanto no que diz respeito aos lucros como à produtividade. Sua figura inspira os demais membros a trabalharem melhor e alcançarem suas metas de forma concreta e objetiva.
Acredito que antes de atingir esse cargo, o primeiro passo a ser dado é assumir a direção da própria vida, tanto profissional quanto pessoal. O que isso quer dizer? Precisamos assumir a responsabilidade das nossas ações, bem sucedidas ou não, dos nossos acertos e erros; aprender a tomar decisões e sustentá-las. Outras habilidades que precisam ser desenvolvidas para que se alcance o sucesso profissional são as capacidades de liderar e estabelecer metas ambiciosas, porém alcançáveis, para que não se crie frustrações desnecessárias.
Do outro lado do processo, ou seja, para quem já chegou ao cargo de CEO, é imprescindível que se mantenha o espírito jovem somado à voz da maturidade. Assim, esse profissional poderá transformar, aprender e inovar com mais facilidade e consistência. Estudos comprovam que as mudanças que demoravam anos para se concretizar durante as décadas de 80 e 90, hoje acontecem em três e cinco dias.
Dentre as competências mais importantes para um executivo que deseja obter sucesso no mercado, em ordem de importância, segundo uma pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers, estão: flexibilidade para mudanças, liderança, capacidade de desenvolver pessoas, espírito colaborativo, criatividade, inovação e, por último, visão a longo prazo para antecipar e administrar os riscos para a empresa.
É importante que o jovem fique atento para não colocar o objetivo de se tornar um CEO em primeiro foco para sua carreira, nem com um fim, mas encarar esse fato como uma conseqüência de suas realizações ao longo do tempo. Estar no topo significa que mais responsabilidades serão assumidas, por isso, volto a dizer que é melhor começar pelas responsabilidades da própria carreira.
Algumas ações podem ajudá-lo a ser o CEO do futuro, como:
Priorizar atividades que geram resultados – Não perca tempo com atividades que não tragam bons resultados. Conte com o planejamento estratégico para alcançar níveis de excelência ao longo do seu dia-a-dia;
Buscar responsabilidades e assumi-las – Sabe aquele projeto importante que o seu chefe está para começar? Prepare-se e esteja à disposição para colaborar. Para que você possa ser visto, muitas vezes é preciso se expor. Não espere, crie suas próprias oportunidades e lembre-se: quem não é visto não é lembrado;
Inovar e criar – Não realize suas tarefas de maneira automática, ou seja, pense sempre no que pode ser melhorado. Inovação é algo que toda empresa busca e, se você fizer isso também, há grandes chances de criar algo que faça a diferença para sua organização;
Aprender a cada instante – Aproveite todas as oportunidades para aprender algo novo. Acredite que não existem erros e acertos, apenas resultados. A partir deste pensamento, idealize maneiras de aprender com os resultados e ir à busca das suas metas;
Investir em você – Estude, trabalhe seu desenvolvimento pessoal e busque atividades que realmente lhe dão prazer e geram mais impacto positivo nos seus resultados. Para crescer na empresa é preciso crescer internamente, como indivíduo.
Conviver com profissionais experientes; estudar seus comportamentos, a forma como pensam, agem e superaram desafios; a maneira de se comunicar com o restante da equipe; e as estratégias que usam para lidar com as crises pode contribuir significativamente para o jovem “comprimir décadas em dias”. Com isso é possível aprender em pouquíssimo tempo o que seu modelo demorou para aprender em uma vida. Mas, não adianta conhecer e saber o que eles fazem e como fazem se nada for colocado em prática. Por isso, não se esqueça: o segredo está em entrar em ação para descobrir qual será o seu real caminho.
Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP TREINAMENTOS & CONSULTORIA. Para mais informações acesse www.carloscruz.com.br

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Dica de marketing pessoal: veja como abordar corretamente seu networking

28 de setembro de 2009

Por Karin Sato

Uma verdade no mercado de trabalho é que hoje não basta ser competente para crescer em uma empresa. É preciso se fazer presente, de forma que seu trabalho seja visto e valorizado. Como? Por meio do marketing pessoal.
Em um artigo da Career Center sobre o assunto, o marketing pessoal é descrito como algo que depende de o profissional saber valorizar histórias de sucesso, apresentando situações nas quais tenha feito a diferença, sempre ressaltando o “como”: a maneira como você agiu.
Mas não é possível fazer marketing pessoal sem que se saiba abordar corretamente o seu networking. É comum que as pessoas exagerem na dose e até intimidem conhecidos. Quem se expõe em excesso corre o risco de se prejudicar, idéia que é justamente oposta à do marketing pessoal. Não pareça um desesperado!

Ponto-chave
O ponto-chave do marketing pessoal, na abordagem de pessoas, é ser carismático e capaz de criar empatia. As chances de sucesso aumentam quando se é leal e sincero. Para quem é líder e possui espírito empreendedor, é importante recompensar as pessoas que dão resultados e saber ouvir. Já se você é subordinado a uma pessoa com esse estilo de liderança, seja independente e direto.
Segundo a Career Center, fazer marketing pessoal é fazer política. “Embora este termo esteja se desgastando e tenha hoje uma conotação negativa, a política está em tudo: na família, no trabalho, na relação com amigos. Ser político é comunicar de forma adequada para o público adequado, estar no lugar certo com as pessoas certas, saber ouvir e ficar quieto, e até mesmo ser capaz de ‘engolir sapos’ de vez em quando”.
Outro ponto importante: o profissional deve saber assessorar a sua própria imagem, aprendendo como falar e quando. “Procure tornar-se referência em um determinado assunto, invista em sua educação e na reciclagem de seus conhecimentos e habilidades”, recomenda a Career Center, que finaliza: “Um bom marketing pessoal pode ser a diferença entre ser ou não promovido”.

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Você sabe a diferença entre Trainee e Estágio?

25 de setembro de 2009

Por Fábio Bandeira de Mello

É comum a dúvida entre estas duas modalidades de vagas em oferta no mercado. Elas são totalmente distintas e dirigidas para pessoas em momentos profissionais diferentes. Em linhas gerais o estagiário deve estar cursando uma Universidade, enquanto o trainee deve ser formado.
Ambas vão exigir da capacidade do candidato, mas cada uma tem seus objetivos próprios. O estágio é um processo de aprendizado acadêmico e de contratação incerta. Não existe vínculo empregatício com a empresa e o candidato só pode atuar na cidade onde mora e na área relacionada ao seu curso da faculdade. Seu objetivo é aprender o que faz um profissional da carreira que escolheu.
Já o trainee, deve ser recém-formado ou ter até dois anos de formação, com disponibilidade para viagens e mudanças. Ele ainda poderá trabalhar em mais de uma área profissional, diferente da sua área final de trabalho, pois o objetivo é entender as necessidades de clientes e fornecedores e adquirir a experiência necessária para atingir uma posição de gerente.
No estágio não existe vínculo empregatício com a empresa, sem direito a aviso prévio, férias e 13º salário. Além disso, a empresa não contribui com o INSS – Instituto Nacional de Serviço Social – e nem com o FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
Fábia Barros, gerente da Foco Futuro, explica que o trainee já ingressa como CLT, sendo um empregado registrado e aponta o perfil o candidato. “Deve ser um profissional atualizado nos conhecimentos gerais, ter bom poder de comunicação e ser articulado. Algumas empresas que recrutam trainees para cargos técnicos, na verdade estão preparando-os para assumirem em breve postos de analistas”, explica a gerente.
O trainee terá um relacionamento com praticamente todos os setores da empresa, podendo compreender e interagir com a cultura da organização, além de aprender conceitos e aprofundar seu conhecimento sobre o negócio (estratégias, mercados, tecnologia, clientes e consumidores, etc).
Fábia Barros ressalta que o segundo semestre é um bom momento para procurar ambos os cargos. “Geralmente, 70% das vagas disponíveis no mercado são abertas no segundo semestre. Desses 70%, cerca de 56% são disponibilizadas para trainees e o restante para estágios”.

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Procura um novo emprego? Cuide da aparência antes de mandar currículo

24 de setembro de 2009 às 11:10

Por Karin Sato

Jonathan WilkinsPara 84% dos profissionais de Recursos Humanos, as pessoas que se vestem bem e cuidam da aparência conseguem crescer mais rapidamente no mercado de trabalho.
A revelação consta de uma pesquisa realizada pela Harris Interactive com 500 profissionais da área de RH. Revelou-se também que, quando o assunto é a primeira impressão, 90% afirmam que dão mais importância à aparência do que à firmeza na hora de cumprimentar com as mãos.

Por que a aparência?
“A sua aparência causa impacto direto na forma como você se sente, na sua confiança e auto-estima”, explica o consultor de negócios, Mark Jeffries.
“Esta é uma verdade tanto para os homens que estão à procura de uma oportunidade de trabalho quanto para aqueles que já estão empregados. Ao mesmo tempo, pequenos detalhes, como fazer a barba e se vestir bem – o que, não necessariamente, significa usar roupas caras – demonstram o profissionalismo e a confiança do profissional”.
Segundo 90% dos profissionais de RH, os candidatos às vagas de emprego que direcionam um tempo maior aos cuidados da aparência denotam confiança, ao passo que candidatos que aparecem com o cabelo despenteado para a entrevista de emprego, por exemplo, demonstram falta de profissionalismo. Isso sem falar que mais da metade dos entrevistados creem que isso demonstra falta de interesse pelo cargo.
O problema é que, apesar de as pessoas saberem da importância da boa apresentação, um a cada cinco candidatos, em média, pouco se arruma para participar dos processos seletivos. Fazer a barba foi identificado pelo estudo como algo crítico, já que 83% dos entrevistados disseram que apresentar-se com o rosto limpo é importante para causar uma boa primeira impressão.

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Risadas e bom humor no trabalho ajudam na performance, diz estudo

Por Roberta de Matos Vilas Boas

23 de setembro de 2009 às 20:10

Por muito tempo, rir e divertir-se estiveram relacionados apenas aos momentos de lazer e às relações pessoais, e não ao ambiente de trabalho. Afinal, negócios são sérios e a diversão pode distrair os funcionários, prejudicando suas performances.
Porém, esse conceito pode estar chegando ao final. Isso porque um estudo feito pela Universidade de Bocconi, em Milão, com 1.860 pessoas da Itália, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Rússia e Japão, mostraram que 98% usam o humor no trabalho e 99% o apreciam.
O levantamento também indicou que os trabalhadores se sentem mais motivados e com o moral alto, quando há humor no escritório.
Mas o humor é diferente em cada país e cultura. Enquanto na Itália e França os trabalhadores usam temas como sexo e religião, em locais como Estados Unidos e Alemanha esses assuntos são quase tabus.
Chefe de bom humor

Marco Sampietro, autor da pesquisa, ressalta também que o chefe que possui bom humor e consegue fazer seus funcionários rir consegue se fortalecer e exercer uma liderança mais eficaz na empresa.
“Mais especificamente, melhor do que simplesmente divertir os outros, o líder de sucesso permite e facilita o desenvolvimento de um ambiente para a expressão de humor, melhorando o clima no trabalho e reduzindo o estresse”, afirmou o pesquisador em um artigo publicado pela universidade.
Além disso, o bom humor pode ser usado para resolver e diminuir conflitos no escritório. Uma mensagem passada com humor é menos ofensiva e direta, além de tirar a atenção do conflito e tornar possível enxergá-lo de uma maneira diferente.
Porém, isso não significa que tudo deve ser tratado com piadas e risadas. Como lembra Sampietro, o bom humor pode diminuir a percepção de riscos, e, quando a situação é realmente crítica, é melhor deixá-lo de lado.

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Como se dar bem no novo emprego?

Por Fábio Bandeira de Mello

Entrar em um novo emprego sempre cria muitas expectativas na pessoa, principalmente, nas primeiras semanas. Vem a tensão de buscar fazer tudo certo, aquele “friozinho na barriga” e saber como será o relacionamento com os demais colegas de trabalho e seus superiores.
Nesse momento, existem pontos que podem influenciar de forma positiva ou negativa esse início. Fatores como atitude, gerenciar bem o tempo, transmitir uma boa imagem, trabalhar em equipe e pontualidade, são quesitos bem analisados pelos chefes nas primeiras semanas.
Para ensinar as melhores maneiras para o recém-contratado se dar bem no novo emprego, o Portal Administradores entrevistou o professor da UERJ, Julio Sergio Cardozo, consultor em gestão corporativa e “coaching” para executivos e autor de diversos artigos sobre gestão de negócios. Confira!

1) Ele está empregado. Agora, qual o segundo maior desafio a ser vencido?
O desafio agora é se “enturmar”, ser aceito, fazer parte do grupo e conseguir as coalizões necessárias para progredir no novo emprego.
2) Quais são as principais dicas para o recém-contratado obter o máximo da sua nova oportunidade?
Prestar muita atenção no protocolo, muito das vezes não escrito. Refere-se ao comportamento dos demais e procurar não ser muito diferente. Pautar o seu comportamento por humildade, vontade de colaborar e estar sempre pronto para executar o que for solicitado com dedicação e afinco. Procurar se relacionar bem com os pares e superiores hierárquicos, aprender o modelo de liderança dos seus chefes e descobrir o que o chefe mais valoriza.
3) Quais as cinco principais aptidões necessárias para se dar bem em qualquer empresa?
Ética, espírito de colaboração, motivação, alegria e ambição para crescer.
4) Como administrar o tempo a seu favor?
O tempo é uma variável inelástica, isto é, não se recupera o tempo perdido. Procurar racionalizar as tarefas a ponto de executá-las no menor tempo possível e sempre aproveitar o tempo eventualmente disponível para aprender mais sobre a empresa, estudar para aperfeiçoar ou adquirir competências. Sempre que possível procure o chefe para conversar sobre como ajudar ainda mais a empresa a conseguir os resultados desejados.
5) Como moldar a imagem profissional correta dentro dos paramentos da nova empresa?
Prestar atenção nos demais e ver como eles agem. Fazer as perguntas pertinentes durante as sessões de engajamento. Normalmente, as empresas têm eventos para novos funcionários famializarem com as regras, normas e protocolos.
6) O trabalho de equipe é fundamental para demonstrar o seu potencial. O que fazer quando não se está integrado a alguma equipe?
Descobrir porque não está se integrando, conversando francamente com o chefe. Pode ser que o problema seja da própria pessoa. Em alguns casos, é melhor procurar outro lugar. É uma decisão exclusivamente pessoal. Não se deve ficar em um lugar onde não se está feliz.

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